sexta-feira, 29 de março de 2013

Uma Debutante Famosa

Jornal que teve seus exemplares queimados.

José Eli Costa

Como a boate Bolinha era proibida para menores de 18 anos - e como o proibido sempre aguça a curiosidade - esse grupo de secundaristas citados pelo Edson (post anterior) participava nas decorações, na venda de ingressos para cursos - como o de parapsicologia, ministrado pelos professores Artêmio Longhi e J. B. Rhine, durante a 10° SEUNIT, presidida pelo Castor Sobreira - e teatros.

Com a mudança ocorrida na eleição para a gestão da 13° SEUNIT, um grupo muito jovem, recém-ingressado nas universidades, assumiu a diretoria. A presidência ficou a cargo do então estudante de arquitetura da USP, Fernando José Martinelli. Formou-se um grupo coeso que, pela pouca idade de seus pares, gerou polêmicas entre alguns universitários mais reacionários na época.

Esse grupo jovem passou, então, a organizar as próximas Semanas Universitárias e o sucesso da programação foi tanto que, durante 15° SEUNIT, foram necessárias duas semanas para realizar os eventos agendados.

Durante a 14° e a 15° esteve na presidência Djalma Palma Pinto e Tambaú recebeu, entre outros, Paulo Vanzolini - um dos grandes compositores da MPB, numa noite memorável na SAT. 

Veio também Orlando Villas-Boas, Fernando Morais - lançando um dos maiores sucessos literários na época, “A Ilha”. 

Tambaú recebeu peças teatrais como “Os Saltimbancos” de Chico Buarque de Holanda, “Entre Quatro Paredes”, de J. P. Sartre, “Dois Homens na Mina”, “O Muro de Arrimo” com o famoso Grupo Oficina e “O Globo da Morte” com Cacilda Lanuza.

A Orquestra Sinfônica de Campinas, filmes de grandes diretores nacionais, shows com o grupo Theatron, com o Grupo Chásqui - futuro Raíces de America, completaram  a SEUNIT daquele ano.

Como a preocupação era abranger as sete artes, a direção tomada era sempre buscar os mais modernos e variados espetáculos para a SEUNIT.

Organizou-se também a “Olimpicut”, sob a responsabilidade do Mazinho, José Ruy, Tiquinho, Junior e Celinha Assalim. 

Buscou-se a formação de grupos culturais em nossa cidade e a valorização de gente nossa. Foi encenada a peça “Madalena e a Cruz”, de autoria de Victor Ferreira, o Pica- Pau. “Uma Página da História de nossa Cidade”, teatro onde foram revividos fatos relatados por personagens tambauenses e “Pluft”, com um grupo do Colégio Estadual Padre Donizetti, abrilhantaram a criação local.

Foi nessa época que nasceu o mais famosos bar de Tambaú, embora cíclico, o Bar Catiguria. E também nasceu natimorto o jornal do CUT, o “Panela de Pressão” (foto), que teve seus três mil exemplares queimados.

Uma das mais importantes preocupações desse período foi a criação do GTS - Grupo de Trabalho Secundarista, que surtiu um grande efeito, introduzindo no espírito do CUT vários estudantes secundaristas que viriam, mais tarde, ocupar cargos na direção da entidade. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

SEUNIT retorna com apoio da Prefeitura Municipal e organizada por ex-universitários

A SEUNIT – Semana Universitária Tambauense volta a ser realizada neste ano. A organização é de um grupo de ex-universitários e conta com o a...