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| Jornal que teve seus exemplares queimados. |
José Eli Costa
Como a boate Bolinha era proibida para menores de 18 anos - e
como o proibido sempre aguça a curiosidade - esse grupo de secundaristas
citados pelo Edson (post anterior) participava nas decorações, na venda de ingressos para
cursos - como o de parapsicologia, ministrado pelos professores Artêmio Longhi e
J. B. Rhine, durante a 10° SEUNIT, presidida pelo Castor Sobreira - e teatros.
Com a mudança ocorrida na eleição para a gestão da 13°
SEUNIT, um grupo muito jovem, recém-ingressado nas universidades, assumiu a
diretoria. A presidência ficou a cargo do então estudante de arquitetura da
USP, Fernando José Martinelli. Formou-se um grupo coeso que, pela pouca idade
de seus pares, gerou polêmicas entre alguns universitários mais reacionários na
época.
Esse grupo jovem passou, então, a organizar as próximas
Semanas Universitárias e o sucesso da programação foi tanto que, durante 15°
SEUNIT, foram necessárias duas semanas para realizar os eventos agendados.
Durante a 14° e a 15° esteve na presidência Djalma Palma
Pinto e Tambaú recebeu, entre outros, Paulo Vanzolini - um dos grandes
compositores da MPB, numa noite memorável na SAT.
Veio também Orlando
Villas-Boas, Fernando Morais - lançando um dos maiores sucessos literários na
época, “A Ilha”.
Tambaú recebeu peças teatrais como “Os Saltimbancos” de Chico
Buarque de Holanda, “Entre Quatro Paredes”, de J. P. Sartre, “Dois Homens na
Mina”, “O Muro de Arrimo” com o famoso Grupo Oficina e “O Globo da Morte” com
Cacilda Lanuza.
A Orquestra Sinfônica de Campinas, filmes de grandes
diretores nacionais, shows com o grupo Theatron, com o Grupo Chásqui - futuro
Raíces de America, completaram a SEUNIT
daquele ano.
Como a preocupação era abranger as sete artes, a direção
tomada era sempre buscar os mais modernos e variados espetáculos para a SEUNIT.
Organizou-se também a “Olimpicut”, sob a responsabilidade
do Mazinho, José Ruy, Tiquinho, Junior e Celinha Assalim.
Buscou-se a formação
de grupos culturais em nossa cidade e a valorização de gente nossa. Foi
encenada a peça “Madalena e a Cruz”, de autoria de Victor Ferreira, o Pica-
Pau. “Uma Página da História de nossa Cidade”, teatro onde foram revividos
fatos relatados por personagens tambauenses e “Pluft”, com um grupo do Colégio
Estadual Padre Donizetti, abrilhantaram a criação local.
Foi nessa época que nasceu o mais famosos bar de Tambaú,
embora cíclico, o Bar Catiguria. E também nasceu natimorto o jornal do CUT, o
“Panela de Pressão” (foto), que teve seus três mil exemplares queimados.
Uma das mais importantes preocupações desse período foi a
criação do GTS - Grupo de Trabalho Secundarista, que surtiu um grande efeito,
introduzindo no espírito do CUT vários estudantes secundaristas que viriam,
mais tarde, ocupar cargos na direção da entidade.

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