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| Edson Fernando Celestino |
(Entrevista publicada no Jornal “O Tambaú” no ano de 1988)
Continuando nossa série de entrevistas com pessoas que
fizeram a história do CUT, vou entrevistar uma pessoa espetacular, tanto
profissionalmente como socialmente: um homem que, ao ser presidente do CUT,
deixou na história deste um marco importantíssimo, talvez o único que o CUT,
possua. Nosso entrevistado de hoje: Edson Fernando Celestino.
CUT – Edson, quando você começou a participar do CUT e quais
suas principais idéias como presidente?
EDSON – Já participava da SEUNIT desde 1967, quando entrei
para a Faculdade de Direito. Nessa época eu já ajudava o pessoal, trabalhava um
pouco, mas ainda não era o responsável. Em 1975, senti que era a hora de
assumir a presidência do CUT. Minha idéia era apagar a imagem que o CUT tinha
que ser uma “panelinha”. Eu sonhava em fazer um “panelão”.Com isso na
cabeça, fui buscar
companheiros e fizemos um jantar de confraternização.
Estavam comigo na
diretoria: José Luiz Bozzi, Marcio Vernaschi, José Luiz Fernandes, Neco e o
Paulão de Oliveira. Esse pessoal era desconhecido da classe universitária e
isso fazia parte do nosso plano de metas que era fazer o “panelão”.
O funcionamento do plano era assim: cada um estudava numa
cidade diferente e tinha que trazer para Tambaú outros estudantes dessas
cidades.
Infelizmente nosso “panelão” não obteve o sucesso esperado,
os estudantes de fora não apareciam por aqui. Mas mesmo assim, nós fizemos a
SEUNIT e com sucesso. Todo mundo trabalhava. E eu penso que é assim, com união,
que se consegue alguma coisa.
CUT – Qual o evento realizado por vocês que mais marcou a
SEUNIT daquele ano?
EDSON – O que mais marcou dentro daquela SEUNIT foi, com
certeza, uma homenagem que fizemos à imigração italiana. Nós trouxemos o
vice-cônsul italiano e conseguimos reunir treze imigrantes na ocasião. Destes,
só há uma mulher viva até hoje. Fizemos uma grande festa na praça Santo
Antonio, bem em frente da matriz e lá colocamos um marco que, além de
homenagear todo o povo italiano, ainda deixava para sempre a presença do CUT na
cidade. Quem participou desta festa, por certo nunca a esquecerá. Trouxemos
também, na época, a peça “O Pequeno Príncipe”
com um grupo de teatro de Cajuru e duas peças de Ribeirão.
CUT – E o Bolinha? Naquela época havia grande preconceito
contra a boate?
EDSON – Havia. Naquela época, o Duca, o Djalma, e o Zé Eli e
a turma deles já participavam enfeitando o Bolinha e eles faziam decorações
ótimas, mas mesmo assim a população via o Bolinha como um lugar onde aconteciam
coisas inacreditáveis. Chegamos a fazer uma noite de graça para o pessoal ir à
boate.
CUT – Depois que você deixou a presidência, continuou a
participar da SEUNIT?
EDSON – Continuei por mais três anos. Depois a coisa começou
a partir para outro lado e eu achei melhor tirar o time de campo. Se a SEUNIT
for um evento bem organizado, todo mundo ajuda, mas se não houver essa
organização, o pessoal vai se afastando. Vai saindo.
CUT – Qual a sua expectativa para o Jubileu de Prata do CUT?
EDSON – Apesar de todas as preocupações e de todo o
trabalho, a gente chegar aos 25 anos do CUT já nos traz orgulho de ter
participado da diretoria e continuar participando das atividades hoje em dia.
Estou muito otimista com os 25 anos, principalmente pelo pessoal que está
organizando. Vocês estão bem intencionados e, tenho certeza, terão todo o
sucesso esperado.
E, desta forma, terminamos o bate-papo com o Edson. A
entrevista foi realizada por mim, pelo Jaime da Silva e pelo João Aguiar, que me
acompanharam até a casa do Edson. Numa gelada tarde de domingo, tivemos essa
gostosa conversa que serviu ainda mais para aquecer os ânimos para esperar a
grande festa do Jubileu de Prata. Agradeço ao Edson pela atenção e pelo marco
que ele deixou na história do CUT.
Paulo Rogério

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