quarta-feira, 19 de maio de 2010

João Prado cria cartaz para a Seunit 2010

O artista plástico e publicitário João Prado criou um desenho especial para a Semana Universitária Tambauense 2010.
O trabalho foi feito sobre o logotipo desenhado e imortalizado por seu pai Zito Prado e que pode ser visto na parte superior deste site, em reprodução do cartaz original, realizado em silk.
Outros trabalho do artista podem ser visto no site "João Prado Design". O link está na lista ao lado.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Pequena Crônica de um Domingo na Seunit

(Texto publicado em 2004)

Paulo Rogério B. Rocco

Domingo à noite. O termômetro já nem marcava mais nada. E nada, que eu digo, é frio pra caramba.

Peguei a programação da Seunit e corri os olhos. E lá estava ela, a me chamar, insistentemente: uma peça de teatro, “Einstein” (foto). Pelo currículo valia a pena: anos em cartaz em Sampa, viagens pelo exterior e prêmio Mambembe de melhor ator. Então vamos lá! A noite ainda prometia. Depois do gênio da relatividade, os gênios do rock-and-roll.

Cheguei na SAT. Lá estava o público, fiel e interessado do teatro tambauense, enfrentando a nevasca e o gelo (Nevasca? Gelo? – que exagero!) para acompanhar o dilema de um físico que não sabia se tocava violino ou ia para um jantar fazer um discurso. E que odiava meias (mesmo com aquele frio!).

Carlos Palma começa seu monólogo e por uma hora e 10 minutos, estamos diante de Albert Einstein. Em pouco tempo entendemos a Teoria da Relatividade e nos emocionamos com uma interpretação digna do Mambembe e de tantos outros prêmios. Técnica perfeita aliada a uma história envolvente. E um efeito final que nos mostrou o universo em um quadro negro. Com as estrelas fortes e acesas, como em uma bela noite de inverno.

Da Alemanha, Áustria e Nova York para Liverpool. O Catiguria virou o Cavern Club. De terninhos e cabelos cortadinhos, comportados, os Beatles subiram ao palco. Voltei a 1988 quando, na 25ª Seunit, trouxemos o “Beatles Forever” para cantar no Operário. Mas o frio cortou a lembrança e me trouxe novamente a este domingo.

Da fase “terninho” para o experimentalismo de “Sgt. Peppers”. As roupas e as músicas iam passando por 1966, 1967, até o “Let it Be” final. E não é que me espanto quando olho para trás e sou apresentado a Einstein em pessoa.

Países diferentes, gênios diferentes, embalados pela Caipirinha Mix e por um frio austríaco.

Foi um domingo e tanto. Saí de lá pensando que só faltava virar a esquina e dar de cara com o Elvis. Não aconteceu, mas acho que do Catiguria até minha casa, chutei uns dois pinguins.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Todos os Presidentes da Seunit

01ª - José Ristum (7 anos) - 1964
08ª - José Gatto Neto - 1971
09ª - Castor Nogueira Sobreira - 1972
10ª - Castor Nogueira Sobreira - 1973
11ª - Geraldo Alves Filho - 1974
12ª - Edson Fernando Celestino - 1975
13ª - Fernando José Martinelli - 1976
14ª - Djalma Palma Pinto - 1977
15ª - Djalma Palma Pinto - 1978
16ª - Delduque Palma Pinto - 1979 (na foto em charge de João Prado)
17ª - Geraldo Medeiros de Brandão Filho - 1980
18ª - Carlos Teani de Freitas - 1981
19ª - Sebastião Antônio Biasoli Alves - 1982
20ª - Marcelo Salum Ferreira - 1983
21ª - Rosana de Pádua Bretas - 1984
22ª - Jefferson Rossi do Prado - 1985
23ª - José Edson Carvalho Martinelli - 1986
24ª - Mário Providello Esteves - 1987
25ª - Paulo Rogério Bolognesi Rocco - 1988
26ª - Paulo Ricardo Morandim - 1989
27ª - Teresa Cristina Cabral Santana - 1990
28ª - José Ettore Martinelli - 1991
29ª - Alexandre Neri Xavier - 1992
30ª - Lourice Cristina Martinelli Gomes - 1993
31ª - Gláucia Uliana - 1994
32ª - Ana Carolina Segatto Rizatti - 1995
33ª - Thaís Leonel do Carmo Barbin - 1996
34ª - José Renato Videira - 1997
35ª - Ana Maria Meira Mello - 1998
36ª - José Renato Videira - 1999
37ª - Carlos Lepri Neto - 2000
38ª - João Paulo Fioravanti Tempesta - 2001
39ª - Leandro Daniel Perlin Rosa - 2002
40ª - Leandro Daniel Perlin Rosa - 2003
41ª - Fábio Martinelli Dias - 2004
42ª - Lúcio Fernandes - 2005
43ª - Eduardo Cunha de Oliveira - 2006
44ª - Ana Lélia Bragio Galhardo - 2007
45ª - Eduardo Cunha de Oliveira - 2008

46ª - Renan Costa Bueno e Edwin José Ruiz Albano - 2009
47ª - Edwin José Ruiz Albano (Asseutam) - 2010

48ª - Guilherme Borges (Asseutam) - 2011
49ª - Bruno Martinelli Neto (Asseutam) - 2012 
50ª - Bruno Martinelli Neto (Asseutam) - 2013
51ª - Murilo Cunha (Asseutam) - 2014
52ª - Murilo Cunha (Asseutam) - 2015
53ª - Anderson de Paula Rangel (Asseutam) - 2016
54ª - Anderson de Paula Rangel (Asseutam) - 2017  
55ª - Vinicius Bordin (Asseutam)- 2018
56ª - Vinicius Bordin (Asseutam)- 2019
57ª - André Luis da Silva (Asseutam) 
58ª - André Luis da Silva (Asseutam)
59ª - André Luis da Silva (Asseutam)-2022
60ª - Pedro Nicolielo - 2023
61ª - Clube de Ex- Universitários - 2025

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O Rapaz da Seunit

Entre tantas e tantas curiosidades. Entre tantas histórias e lendas. Entre tantos anos entrelaçados em quase cinquenta Semanas Universitárias Tambauenses, resolvi pesquisar em arquivos pessoais, uma das marcas da Seunit, quer dizer, a própria marca da primeira Semana Universitária do país: aquele rapaz com cara de intelectual que adora um papo-cabeça, curte MPB, rock e um pouco de blues e está sentado sobre vários livros desde algum tempo perdido entre 1966 e 1969.
Segundo o criador da Seunit, José Ristum, a idéia do “bonequinho” sobre os livros foi de um amigo dele, um dentista de Uberaba, em uma das primeiras edições da Semana. Partindo daquela idéia, o artista plástico Joeldene José Prado, o Zito, desenhou esta que ficou conhecida como a versão oficial do logotipo da Seunit.
Encontrei várias versões do “rapaz” em cartazes, jornais, convites e programações. Pode ser que uma busca mais minuciosa corrija alguma falha que, por ventura, tenha escondida alguma outra versão inusitada. Mas neste primeiro mergulho nos papéis amarelados foi o que encontrei. Algumas diferem somente na cor, o que não deixa de ser curioso, em épocas que somente havia o trabalho tipográfico que utilizava clichês de chumbo para imprimir os desenhos.
O logotipo da Seunit de 1975 que estampava o cartaz da 12ª Semana Universitária, um dos primeiros a ser impresso em vermelho.
Em 1978 foram utilizados três logos. O primeiro foi impresso em papel vegetal para um diploma dado aos participantes da Seunit. O segundo foi confeccionado para o cartaz em xilogravura (que foi reeditado em 1992) e apresentava o rapaz da Seunit sobre oito livros. O terceiro logotipo foi desenhado à mão (sobre 2 livros) na capa do folheto especial “Clube Universitário Tambauense – 15 Anos”.
Em 1979 apareceu o rapaz da Seunit “parindo” o polêmico jornal “Panela de Pressão”, na capa do mesmo. Os exemplares do jornal foram considerados subversivos e queimados. Restam poucos exemplares.
Em 1980, a 17ª edição trouxe o cartaz mais clássico da Seunit (foto), reeditado por vários anos, confeccionado em silk pelo Zito Prado. Aqui aparecem os oito livros.
Na 30ª Seunit, André Casaca elaborou um convite com o logo modernizado para comemorar a data. A calça e a camisa foram feitas em colagem de papel camurça azul e amarela. O mesmo artista desenhou uma calça estampada para o jornal especial “Na Parede da Memória”, publicado no mesmo ano de 1993.

Ainda nesta edição, um troféu foi entregue aos ex-presidentes do CUT e trazia o logo confeccionado em durepox e pintado em cobre.
Em 2001, ano em que a 38ª edição aconteceu, três novos desenhos do logotipo da Seunit entraram em cena. Um deles, talvez sem querer (um fotolito ao contrário na gráfica), deixou o “rapaz” canhoto. O segundo, da programação, com uma calça vermelha e a camisa preta. E o terceiro, um grafite desenhado na parede do Catiguria pelo João do Prado, filho do Zito. Neste último, outro rapaz canhoto aparece ao fundo.

Na 39ª edição, o rapaz foi colocado na esfera azul da Bandeira Nacional estilizada, desenhada por João Baby e colorizada por André Rocco.

Nos quarenta anos da Seunit, o logo apareceu dentro de um "papiro" na programação. Na 41ª foi desenhado sobre o planeta Terra que, por sua vez, foi colocado dentro de uma espécie de anel dourado.

Em 2005 João do Prado volta a trabalhar o logo de seu pai e desenha o rapaz da Seunit cercado de instrumentos musicais, personas teatrais e artigos esportivos, representando tudo o que deveria ter numa Semana Universitária.

No ano seguinte ele volta para dentro da Bandeira. Na 44ª Semana Universitária de novo está com a Terra ao fundo.

A programação da 45ª edição já prenuncia o "domínio" das bandas naquele ano e o rapaz aparece na frente de enormes caixas de som.
Para terminar a viagem, pelo menos por enquanto, no folder do ano passado o rapaz está canhoto novamente.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A vida começa aos quarenta

A Semana Universitária atravessou a primeira década do Século XXI com uma estrutura que há mais de 20 anos era impensável. Teve um local para se fazer o Catiguria – não digo adequado, mas próprio para isso (sem precisar ficar mudando de endereço), que é o "Centro Cultural". Teve verba destinada pela prefeitura. As noites com bandas se pagam e dão lucro na sua maioria. Ou seja, ter vida longa e próspera, como diria nosso amigo vulcaniano, era questão quase certa. Entretando poucos eventos culturais faziam parte das programações:

Na 40ª Seunit destacam-se a abertura com a Banda Tihuana, um show com Raul Seixa Cover e um workshop de arte com Adriana Dutra.
Em 2004 teve uma exposição no casarão com fotos de Sebastião Salgado e uma palestra com Carlos Alberto Zerbetto, sobre o caso PC Farias.

A 42ª edição teve uma exposição de arte de Cleido Vasconcelos, feita em parceria com Associação Cultural Quintal das Artes, que também trouxe uma palestra com Dr. Francisco de Oliveira falando sobre gestão em saúde. Um evento do Projeto "Recordar é Viver", da Academia Dance Sporting, reuniu alguns ex-participantes.

Já em 2006 a Quintal das Artes foi parceira novamente e com o Setor Municipal de Cultura, trouxe o Coral Vox Cenaculi, de Piracicaba. Outra exposição de arte no Centro Cultural aconteceu neste ano.

E em 2007, o destaque foi o show do cantor Ratto, lançando seu DVD. A 45ª Semana Universitária reprisou a presença do Ratto.

Um ano depois aconteceu uma novidade que deu um fôlego a mais na organização da Seunit e transpareceu que o futuro não é mais como era antigamente. A Associação dos Estudantes Universitários, a pedido da Prefeitura Municipal, assumiu a Semana Universitária e procurou resgatar uma administração mais série e comprometida com o lado cultural e social. A peça teatral "Confissões de Adolescente", da Associação Quintal das Artes, abriu esta 46ª edição que teve também teatro de rua "Desconcertando" (foto) com o Grupo Zibaldone, de Ribeirão Preto.

No Novo Século

Estando mais próxima dos 40 do que dos trinta, em 1999, a Seunit continuou sua fase de banda ao vivo como atração principal e trouxe trabalhos do Marcelo Salum (um oásis cultural em meio aos acordes das bandas) e a presença do grupo TEMA de Mococa com a peça “O Auto da Barca do Inferno”.

O ano 2000 colocou a Seunit na era da Internet com os primeiros sites para divulgar os eventos. Parede de Alpinismo e Rapel foram os destaques esportivos. Marcelo Salum retornou com desenho e colagem e Carlos Palma apresentou seu premiado monólogo “Einstein” (foto) no Domingo, que teve também um show com a Banda "Beatles Cover". O TEXC marcou presença com a excelente “Fica Comigo esta Noite” de Flávio de Souza.

2001 apresentou outra odisséia musical popular brasileira trazendo o 14 Bis para um show do Ginásio de Esportes. Teve exposição de arte, teve o excelente Cocktail Blues e outras bandas mais.

No ano de 2002 aconteceu uma brincadeira legal com o logo da Seunit (o rapaz sobre os livros, tocando violão – criado pelo artista plástico Joeldene José Prado, o Zito, a partir de uma idéia de um dentista de Uberaba, amigo da primeira diretoria da Seunit): ele apareceu na programação dentro de uma bandeira brasileira estilizada. Esta 39ª tem show de weeling, corrida de autorama, caça ao tesouro, gincana e a estréia do Grupo Teatral TACE com o Espetáculo “O Médico à Força” de Moliére. E também teve a volta da escolha da Rainha do CUT. E a coroada foi Lívia Pio.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Balzaquiana Charmosa


Já uma senhora respeitada, a Seunit chega ao 30º aniversário abrindo com uma Missa em Ação de Graças pelo aniversário (fato que também aconteceu na 25ª edição) e com um jantar dançante de confraternização – onde os ex-presidentes ganharam troféus do CUT pelo seu trabalho frente à Seunit.


Teve passeio ciclístico, corrida de kart, oficinas culturais, lançamento de livro e duas encenações do TEXC: “O Palhaço Era meu Tio” e “Eta Nóis”, dirigidas por Ariovaldo dos Santos.

E com modéstia, o nosso Curtura chegou ao 10º aniversário com o grande sucesso “Doutor Fausto” (foto), adaptado da obra de Goethe. Dudu Duval marcou presença com sua tradicional quinta de MPB.

Marcelo Salum expõe na 31ª Seunit, que teve ainda performance clown de André Casaca, monólogo do artista, peça de Nelson Rodrigues na SAT, teatro da PUC: “Se esta Rua Fosse Minha” e palestra com Julieta Godoy de Ladeira, também na SAT.

Na programação da 32ª Seunit, aparece pela primeira vez, como atração, a pintura dos pés pelas ruas da cidade. Tem missa, tem U2 Cover e campeonato de Montain Bike. Casaca traz o seu “O Homem com a Flor na Boca” de Pirandello e nós, do Curtura transformamos José Eli Costa em barata na adaptação “A Metamorfose” da obra de Kafka.

Em 1996 destaca-se a peça “Casada, Sem Marido” com um grupo de Campinas e... bem, tem banda, banda e mais banda. Na programação consta uma mostra de filmes do Fellini. A 34ª Seunit tem show de moto, campeonato de kart cross, banda, banda e mais banda. Tudo bem, tem Caça ao Tesouro e Gincana Cultural também.

Para a 35ª Semana Universitária outro show de moto, demonstração de cães adestrados e banda, banda e mais banda.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Os Quatro Primeiros Anos no Centro Cultural

A 26ª Seunit abriu com um show de jazz com a “After Hour Jazz Band” já no Centro Cultural (foi neste ano que inauguraram o Catiguria “oficial” dos últimos 15 anos). No primeiro sábado aconteceu um almoço de confraternização dos amigos, universitários e ex-universitários, além de um encontro de Dança.

Teve exposição de cães, encontro de corais, palestra com o Lannoy Dorin e com Guilherme Afif Domingos e as peças “O Despertar da Primavera” (foto) com o Grupo Quo/Ação de São José do Rio Pardo e “A Paixão Segundo a Traição” com o Grupo Curtura.

A 27ª edição, sob presidência da segunda mulher a assumir o CUT (Teresa Cristina Cabral Santana – a anterior tinha sido a Rosana de Pádua Bretas, em 1984) também teve Almoço de Confraternização no Ipê Tênis Clube e as peças “O Defunto”, de Mococa, “O Feitiço” com o Grupo Senzala e “Com os Olhos Voltados para o Oriente”, marcando a estréia teatral do ator André Casaca, no espetáculo do Grupo Curtura.

A banda de Jazz volta a Tambaú e João do Prado mostra talento no Catiguria. Um Encontro de Dança completou a festa.

A 28ª edição trouxe um grande show de MPB: Sá & Guarabira e levou 2.000 pessoas ao Ginásio de Esportes “Teté Uliana”. A Seunit já tinha condições de ter grandes públicos. Muitos shows passaram pelo Catiguria. João do Prado abriu e encerrou a Seunit e a área cênica ganhou uma comédia de Piracicaba: “As Desgraças de uma Criança” e o espetáculo “O Poeta e a Estátua” com o Curtura.

No ano seguinte, 1992, o sonho é novamente a sede própria do CUT e novamente não se concretiza. Show e palestras na programação, além das peças “A Morte Bate à Porta” de Woody Allen, “Como a Lua” e “Sexo dos Anjos” marcando a estréia da Cia. Texc de Teatro de Araraquara em Seunits.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Um Jubileu de Prata que valeu Ouro

Nostalgia foi a tônica dos 25 anos da Seunit e a agitação começou na sede do Esporte Clube Operário com a Banda Beatles 4 Ever (foto) – uma das mais importantes bandas do mundo a reviver o som do quarteto de Liverpool. Tocaram de terninho, tocaram de Sgt. Peppers, tocaram demais e levaram as toalhas de banho da minha casa embora.
Com um trabalho em conjunto da nossa Diretoria, o Catiguria aconteceu novamente na sede do Sindicato Rural, decorada com símbolos hippies e "beatles", com destaque para o Yellow Submarine desenhado por Paulo Barbin. No Catiguria foi apresentada também uma exposição do Jubileu de Prata do Clube Universitário Tambauense.

Teve passeio ciclístico, baile com a banda Porão 99 na SAT, Grande Prêmio de Kart, palestra sobre Parapsicologia com o professor Giovanni Rota de São Paulo – uma das maiores platéias de palestras da Seunit e muita comemoração dos 25 anos, encerrando com a banda Placa Luminosa, até hoje recorde de público na Sociedade Amigos de Tambaú.
Os teatros deste ano foram “Arlequinal” de Mário de Andrade com a Cia de Teatro Marinsky de São João da Boa Vista e “Édipo Rei” de Sóphocles com o Grupo Curtura de Teatro, de Tambaú.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

O 1º Festival de MPB e Outras Peças

Na primeira Semana Universitária dos anos 80 (a 17ª) acontece a apresentação da peça “O Pagador de Promessas”, de Dias Gomes, trazendo João do Prado no papel de Zé do Burro, imortalizado no cinema por Anselmo Duarte. “A Casa de Bonecas” completa a cena teatral.

Uma missa no Santuário traz a presença do Coral da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo e uma palestra com Padre Denizar acontece na SAT.

Em 1981 os destaques são esportivos, onde Tambaú enfrenta as cidades vizinhas nos Jogos Universitários.

Na Seunit do ano seguinte, além da Caça ao Tesouro destacam-se os espetáculos “Judas em Sábado de Aleluia” com o extinto Grupo TAT (Teatro Amador Tambauense), “Grande Idéia”, “Truques e Traquejos no Teatro” e “O Homem do Princípio do Fim” de Millor Fernandes.

Junto com a 20ª Seunit tem início no Cine Rio Branco o 1º Festival de Música Popular Brasileira (foto), com as eliminatórias acontecendo nos dias 18 e 19 e a grande final no dia 20 de Julho de 1983. Estes Festivais se prolongariam ainda por dois anos, independentes da Semana Universitária.

Uma peça teatral do Grupo TAT trazia para Tambaú os reflexos da quase-morta ditadura, quando o Cine Rio Branco foi tomado por policiais tentando coibir a apresentação da peça “Comendo Ilusões” do Grupo TAT.

Em 1984 a programação contou com teatro na rua Dr. Alfredo Guedes, com exposição de Arte e com noites de música ao vivo no Catiguria.

Além da volta de “Pluft, o Fantasminha”, peça infantil de Maria Clara Machado, a 22ª Seunit, em 1985, contou com a apresentação da peça “Lisístrata – a Greve do Sexo” de Aristófanes, com o Grupo Estréia, de Ribeirão Preto. A comédia “Viva a República” marca a estréia do Grupo Curtura da Seunit.

No setor de palestras tivemos a presença dos tambauenses Ercy Ayala e de Lannoy Dorin na SAT.

Novamente um cartaz da Seunit merece ser destacado. Numa iniciativa importante (o movimento pró-centro cultural) que infelizmente mostrou-se impotente diante de outros interesses, a Diretoria da 23ª Seunit posa para a foto em frente ao prédio do extinto Cine Rio Branco.

Os destaques culturais: Encontro de Corais na SAT; Teatro Infantil com o Grupo Téspis, de Campinas; teatro “Pau Brasil na Cabeça Deles” com o Grupo Agnosart, de Ribeirão Preto e mais um sucesso do Curtura: “A Operação Centenário”.

Destaque para a presença novamente de Fernando Morais autografando seu best-seller “Olga”.

A 24ª edição da Seunit abre com teatro: “O Eterno Vagabundo”. Apresenta teatro no meio: “Zumbi” com o Grupo Beijo na Língua de Campinas e “Páginas Passadas” com o Grupo Curtura e tem mais teatro: “Tribobó City” com o Grupo do DECET de São José do Rio Pardo.

O Bolinha, na SAT, é agitado pelo som de Zezinho (Joe Erick) e seu Teclado; enquanto o Catiguria, funcionando na Sede do Sindicato Rural, traz outras bandas ao vivo.

1978 - Uma Debutante Famosa

A 15ª Seunit começa no dia 15 de Julho e um de seus maiores destaques é o cartaz da programação, onde aparece uma rua de paralelepípedos e ao fundo um muro pintado com uma propaganda da Semana Universitária.
No dia 16 de Julho deste mesmo ano foi apresentada a peça “A Volta do Pluft” que seria trazida de volta aos palcos da Seunit, sete anos mais tarde com uma produção do Grupo Curtura de Teatro. Aconteceu também neste 1978 uma palestra com o escritor Fernando Morais na SAT, sobre o lançamento do livro “A Ilha”.
Nascia naquele inverno o primeiro jornal do Clube Universitário Tambauense – CUT. Com o título de “Panela de Pressão”, a edição não chegou ao segundo número e seus 3.000 exemplares foram queimados, considerados como subversivos.
Foi também durante a 15ª Seunit que começaram as Olimpicut, uma competição esportiva entre universitários; hoje também extinta.
No Ano Internacional da Criança (1979), além dos vários eventos já tradicionais, aconteceu uma programação especial dirigida para o público infantil, onde se destacaram os teatros “Os Saltimbancos” e “O Circo de Bonecos”, vários filmes infantis apresentados no cinema, além da Olimpicut infantil.
Foram apresentadas também as peças “Santa Maria de Iquique”, “Dois Homens na Mina” e “Onde está a Chave”; mas um outro espetáculo chama a atenção do público: Cacilda Lanuza traz seu “Globo da Morte” (foto) para o Cine Rio Branco de Tambaú e é sucesso absoluto.

Paulo Vanzolini na Seunit

No dia 18 de Julho de 1976, Tambaú contou com a presença da Orquestra Sinfônica de Campinas, uma da melhores do país.

Um texto de autoria do Pica-Pau, um dos maiores artistas populares de Tambaú foi encenado no palco do Cine Rio Branco: “Madalena e a Cruz”.

No colégio estadual Padre Donizetti aconteceu uma exposição de quadros e objetos de artistas tambauenses e dia 23, na SAT, ocorreu uma palestra sobre orientação vocacional proferida pela psicóloga Ercy Ayala.

Dentro da tradição de promover debates importantes foi realizada uma Mesa Redonda sobre a “Indústria Cerâmica de Tambaú”, com a participação do economista Gustavo Adolfo Ayala; do professor da FGV, Luciano Leo Klias e do técnico em cerâmica, José Lepri Neto.

Sob a presidência de Djalma Palma Pinto tem início a 14ª Seunit, que aconteceu durante os dias 16 e 23 de Julho de 1977. O maior destaque é a presença de Orlando Villas Boas debatendo a “Questão do Índio”, na SAT.

Ainda em 1977 Paulo Vanzolini (foto), um dos maiores compositores brasileiros esteve cantando “Ronda” por aqui, numa mesma programação que também teve a presença do Grupo Chásqui que viria a ser chamado de “Raízes da América”.

Os Primeiros Anos

Segundo o criador da Seunit, José Ristum (foto), a Semana Universitária Tambauense surgiu de uma reunião na Sociedade Amigos de Tambaú – SAT, que era onde os universitários se reuniam quando vinham para Tambaú nas férias de julho. Em uma dessas conversas tiveram a idéia de fazer algo neste mês, para que pudessem trazer atrações que viam nas faculdades e que o povo de Tambaú não estava acostumado a presenciar. Traziam teatros, palestras, shows e muita gente para Tambaú. Conversaram com o Dr. Lara, presidente do clube na época e a Seunit deu a largada para sua grandiosa história.

Na primeira Seunit podemos destacar a presença de um jogral da cidade de Rio Claro e a realização do Baile da Rainha dos Universitários (foto), que durante tantos anos foi uma tradição da Semana Universitária.

De 25 a 31 de Julho de 1965 aconteceu a 2ª Seunit, que além de apresentar teatro (“Se o Anacleto Soubesse”), show, conferências e as “brincadeiras dançantes” na SAT; promoveu uma gincana, realizada no E.C. União, em benefício da construção do Santuário Nossa Senhora Aparecida.

No cartaz de programação deste ano vale recordar que já havia uma citação, ou um slogan, da Seunit do próximo ano.

De 1966 a 1972 os registros de acontecimentos da Seunit foram perdidos e não foi possível encontrar material referente à esta época – reflexo do descuido e da falta da tal sede própria – se bem que o Clube Universitário deixou de existir há muito tempo, ninguém precisa mais de sede própria. O que existe hoje é uma Diretoria que promove a Seunit dias antes da data inicial. Não há mais sócios, carteirinhas, mensalidades e estatutos.

Em 1973 a 10ª Seunit inicia-se com a ex-tradicional Boate Bolinha – que tem esse nome porque a decoração da SAT nos primórdios da “boate” era feita com bolas coloridas e um cara chegou e disse que aquilo estava parecendo o Clube do Bolinha (e que acabou batizando o salão menor da SAT). Hoje o Bolinha fundiu-se ao Catiguria. Um destaque neste ano foi a presença do jornalista tambauense Joelmir Betting.

Em 1974 o CUT marcou sua trajetória em Tambaú literalmente: colocou um marco na praça Santo Antônio em homenagem à imigração italiana na cidade. “O Pequeno Príncipe”, com um grupo de Cajuru foi atração nos palcos, ao lado de dois outros grupos de Ribeirão Preto. Da 15ª também não há material de arquivo.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

A Senhora dos Nossos Sonhos

Paulo Rogério B. Rocco


Escrever sobre a Seunit - Semana Universitária Tambauense é escrever sobre a história de algumas gerações. É lembrar shows, peças teatrais, palestras. É recordar poesia. É observar jornais queimados, entrevistas feitas, pensamentos rasgados. É viver o início da ditadura, a Nova República, as Diretas Já, FHC e a eleição do sindicalista.

Seunit é baile de encerramento na SAT, é Catiguria no Casarão, é frio de rachar. Seunit é correr atrás do tesouro, competir na gincana – vestir centenas de roupas num carinha só ou colocar dezenas de pessoas num fusca.

Viver Seunit é gostar de escrever no mural do bar. É lembrar poemas da Jiló e ver o João do Prado tocar violão. Seunit é o Duca, o Djalma e o Zé Eli procurando blackbirds no ar, sonhando sedes próprias, lançando o “Panela de Pressão”. Seunit sempre foi o Zé Ristum acreditando que ideais são possíveis de se alcançar.

Pensar Seunit é ver aquela turma posando em frente ao Cine Rio Branco (foto) – que meses depois iria virar pó. Cantar Seunit é MPB em festival, rock, Beatles (que lançavam seu primeiro LP também em 1963), Stones e Mutantes. Transformar Seunit é crer que ela, quase aos 50 com corpinho de 20, vai transcender – ou já o fez – o sonho de ser eterna.

Gostar de Seunit é chegar no centro “cultural” e dar de cara com uma banda que você nem curte muito, mas vai lá porque é Seunit. Porque tem mágica no nome. Porque se alteram os gostos, diversificam-se as cabeças. Porque mudam a estações, mas na Seunit é sempre frio.

SEUNIT retorna com apoio da Prefeitura Municipal e organizada por ex-universitários

A SEUNIT – Semana Universitária Tambauense volta a ser realizada neste ano. A organização é de um grupo de ex-universitários e conta com o a...