domingo, 8 de setembro de 2013

Em sua 50ª edição, Seunit inova e se consolida como grande evento regional

Cineasta Fernando Meirelles que esteve na Seunit.
Gustavo de Oliveira Antonio

Entre 12 e 21 de julho de 2013, Tambaú-SP viveu dias históricos, em um clima de efervescência cultural, com especial destaque para cinema, teatro, música e cidadania. A responsável por tudo isso foi a Seunit Edição Ouro, que comemorou a 50ª edição da Semana Universitária Tambauense. Ao chegar ao seu Jubileu de Ouro, a Seunit – organizada pela Associação dos Estudantes Universitários de Tambaú (ASSEUTAM) com o apoio da Prefeitura Municipal de Tambaú – apresentou atrações de alto nível e diversas inovações, consolidando-se como um dos mais importantes eventos universitários da região.

Os olhos das cidades (e da imprensa) da região voltaram-se para Seunit Edição Ouro logo em seu segundo dia, quando foi realizado um bate papo com o consagrado cineasta Fernando Meirelles – indicado ao Oscar de Melhor Diretor pelo filme “Cidade de Deus” e filho do médico tambauense José de Souza Meirelles. Além de falar sobre sua trajetória, Meirelles tratou dos mais diversos assuntos relacionados ao campo do audiovisual, respondeu a perguntas do público e inaugurou a Mostra Fernando Meirelles de Cinema (essa mostra apresentou filmes de sucesso - como Ensaio sobre a cegueira, O jardineiro fiel, Elena, Vips, A Busca, José e Pilar - durante todos os dias da Seunit).

No campo das inovações, a estrutura do Bar Catiguria (local onde são realizados os shows da Seunit) foi uma das novidades que tiveram maior impacto. Com o apoio da Prefeitura Municipal de Tambaú, a organização elaborou, no Recinto de Eventos da cidade, um espaço formado por tendas, que abrigaram palco, pista de dança, camarim, bar e um camarote (o da Cachaçaria Mahal – mais uma inovação). Pelo Catiguria passaram nomes conhecidos no cenário musical nacional, como Pedra Letícia e Velhas Virgens, durante as frias noites tambauenses de julho. 

Outra inovação da Seunit Edição Ouro voltou-se para a área social. Com o projeto “Seunit nos Bairros”, realizado em parceria com o Movimento La Cucaracha, com representantes das comunidades e com grupos organizados de Tambaú (como Interact, Doutores do Sorriso, “Ô de Casa”), a Semana Universitária levou diversas atrações culturais (como shows) e sociais (orientação jurídica, corte de cabelo e cama elástica) para os bairros de Tambaú, integrando a cidade toda e mostrando que a Seunit pertence a todos os cidadãos do município. Esperamos, sinceramente, que o “Seunit nos Bairros” seja incorporado à Semana como evento fixo, pois é essencial que o universitário assuma seu papel de agente transformador da sociedade.

Teatro, exposição e muita música

O lado cultural da Seunit – um de seus maiores símbolos, mas que ficou esquecido por um tempo – foi valorizado em 2013. Além do bate papo com Fernando Meirelles e da Mostra de Cinema, o evento contou em sua programação com “Portobello Circus: a história de muitos amores”. Encenada com maestria pela Associação Cultural Quintal das Artes, a peça lotou o anfiteatro da APA em seus dois dias de exibição.

Também ficou a cargo da Associação Cultural Quintal das Artes a ótima exposição “Na parede da memória – 50 anos da Semana Universitária Tambauense”, que apresentou, no Museu Histórico Ernesto Ricciardi, cartazes, fotos, objetos e documentos que construíram a história da Seunit.

No Bar Catiguria, as noites da Seunit foram agitadas. Logo na abertura do evento, o pop-rock bem humorado do Pedra Letícia repetiu o sucesso de 2012. Na noite seguinte, a banda The Wanteds fez um tributo a Beatles e Rolling Stones, naquela que foi saudada como uma apresentação com a cara da Semana Universitária Tambauense.

No domingo, 14 de julho, o primeiro fim de semana da Seunit Edição Ouro foi fechado em grande estilo pelo pagode do grupo tambauense Indecisão. As noites de segunda e terça-feira foram reservadas ao talento dos artistas e bandas de garagem de Tambaú e região (Tales Misael, Agave, Clayton Reis e Fábio Martins, Bad Train, Soundscape, Kadmo e Gabriel, Iara Sampaio, Gu Almeida, Quantuns Loucos, além de participações especiais de Fernando “Pão” Lozávio, Maicon Faria, Danim Correa e Iuri Assalin). Já na quarta-feira, o público pôde matar a saudade do pop rock de Ratto, que já havia lotado o Centro Cultural nas Seunits de 2007 e 2008.

Cabe destacar que em meio a todos esses shows, eram distribuídas as pistas da tradicional Caça ao Tesouro, além de ocorrer a Mostra Fernando Meirelles de Cinema na APA (cada dia com um filme diferente), a exposição “Na Parede da Memória” e o Campeonato de Futsal “Interbusão” (disputado por universitários). No Catiguria, na quinta-feira, a banda RP3, de Ribeirão Preto, surpreendeu a todos com um ótimo show, recheado de hits de pop rock nacional e internacional revestidos de uma roupagem mais próxima do eletrônico.

A sexta-feira, 19 de julho, foi marcada pelo esperado show do grupo Velhas Virgens, uma das maiores bandas independentes do Brasil. Nem mesmo o temporal que se deu sobre Tambaú impediu que o som pesado com letras escrachadas da banda levasse grande parte do público ao delírio. Já na reta final, o sábado da Seunit Edição Ouro teve a tradicional Maratoma (que voltou a ser disputada pelas ruas da cidade) e os jogos etílicos. À noite, o Catiguria registrou recorde de público para ver a estreia do projeto Lex Duo Djs (dos djs Boka e Zerbini) e o show de sertanejo universitário da dupla Kenny e Robert. Por fim, no domingo, houve campeonato de som e as apresentações musicais do grupo de pagode Eternamente e do cantor Vinny C.

Pelos comentários e cumprimentos recebidos, a organização da Seunit Edição Ouro acredita ter cumprido muito bem a missão de realizar, na 50ª edição, um evento digno dos 50 anos de história da Semana Universitária Tambauense. Como sempre destacamos, o importante é a Seunit – assim como todos os eventos que tragam coisas boas para Tambaú. Desta forma, independente de quem esteja na organização, a esperança é que sempre permaneça o espírito da Seunit, aquele mesmo que levou jovens a criar o evento nos anos 1960: o espírito de fazer as coisas acontecerem, de agir pensando num bem maior e coletivo.
Que venham os próximos 50 anos. Porque a questão não é ser jovem. E sim saber como evoluir.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

O Pronunciamento dos 30 Anos

Duca em seu pronunciamento em 1993.
(Pronunciamento escrito e apresentado por Delduque Palma Pinto (Duca), no Jantar de Confraternização da 30ª Seunit, em 1993, realizado no Ipê Tênis Clube)


O ser humano enfrenta enormes dificuldades em todas em as suas atividades, em todas as suas empreitadas, mas se dá conta apenas em certas ocasiões. Ou seja, percebe a verdadeira dimensão do que está pretendendo ou realizando apenas nas datas redondas, naqueles dias que ele convencionou chamar de aniversário. Pois é, o CUT faz este ano TRINTA anos de vida e se pretendermos ser exatos, deveríamos comemorar no começo do ano, quando foi idealizada a 1° SEUNIT. Nós, das gerações posteriores à geração dos pioneiros, nos acostumamos com SEUNIT nas férias de julho, mas naquele distante 1963 não foi assim.

1963, o presidente da república era João Goulart, de tendência esquerdista, colocado no cargo pela renúncia de Jânio Quadros, depois de breve experiência parlamentarista. Jango era vice-presidente. Isso mesmo, essa história de vice não é nova no Brasil. Seu governo não ia bem, pelo menos é o que pensavam os americanos e os militares, que viam com bastante preocupação suas investidas por demais democráticas. A 2° SEUNIT, já em 1964, foi realizada em pleno regime militar, no mês de julho, mesmo porque o começo deste ano foi, digamos, ligeiramente agitado.

Por mais que se tente negar, o golpe daquele ano mudou muito nossos rumos e não era pra menos. Neste país de pouca tradição de levantes operários, o que preocupava mesmo os homens de verde eram aqueles jovens cheios de idéias novas (nem tanto) na cabeça. Mas a panela de pressão iria explodir mesmo em 68, aquele ano que nunca terminou, onde além de idéias, os estudantes começaram a usar outras armas.

O CUT nasceu numa reunião de 23 pessoas, das quais vou declinar o nome de apenas 19, pelo simples fato de que ainda não conseguimos levantar o nome de 4 pessoas. Mas provavelmente surgirão aqui neste encontro, pela simples troca de ideia entre tanta gente envolvida. São eles:

Francisco José Gatto, Balduino Kalil Dib, Antonio Ristum Salum, Nephile Ristum Salum, Janete Ristum Salum, Delal Ristum Salum, Célia Bacci, Ricardo Aparício Bacci, José Eli Martinelli de Lima, Leni Maria Martinelli de Lima, Antonio Marcio Prado Venturinni, Sirley Adelaide Lepri, Ligia Gandara Esteves, Cecília Sobreira, Eronir Georgetti, Sérgio Prado de Mello, Glória Biasoli Alves, José Ristum, Maria Adelaide Meirelles.

Antes dessa reunião histórica, a idéia de se reunir em grupos frustrou-se em experiências anteriores tais como o grupo dos 21, obrigados que foram a subir dos porões para os salões da SAT. Eram jovens cheios de idéias, certamente. Mas, que idéias eram essas afinal que incomodavam tanta gente?

Se contadas finalmente para filhos e até mesmo netos, eles certamente achariam muitas um tanto inocentes. Mas é preciso entender a época em que elas surgiram. O conflito de gerações, nome dado às inevitáveis diferenças de expectativas entre jovens e adultos, começava a despontar como algo novo e assustador para toda uma sociedade. A série “Anos Rebeldes” estabeleceu belo retrato desta década de salto da época vitoriana, da tristeza e das guerras “mata- jovens”, para os “canhões estúpidos com flores”, o mesmo dedo em V de Churchil usado para outros fins, os hippies, os cabelos compridos e as vestes coloridas. As guerras continuaram, mas aí os jovens já podiam dizer não a elas. E disseram, de muitas maneiras.

Mas afinal, o que o CUT fazia nesta época dos conflitos muitas vezes escondidos do grande público? Aqui na nossa pequena Tambaú, de poucos menos de 20 mil habitantes, o ligeiro e ousado navio era comandado por um jovem de incontáveis talentos, um moderador, um catalisador capaz de unir e liderar pessoas, que à sua maneira, por sete anos amansou feras e domou dinossauros. Fosse outro, talvez, não estivéssemos aqui comemorando 30 anos. Um pouco mais de radicalismo seria motivo suficiente para a dissolução daquela tenra ideia  Que o digam outras experiências estudantis da época (JET, Grêmio Estudantil, JEC, etc...). Devemos muito a esse marinheiro hábil chamado José Ristum e até mesmo outros postulantes a esta posição de líder, reconhecem nele tal importância. Depois de sua saída da presidência, o CUT, tal como a instituição casamento, vivia a sua “crise dos 7 anos”. Mas, como se fazia na época, crises eram resolvidas sem separação, pela busca de novos atrativos entre o casal, numa redescoberta de sentido. Nestas horas prevaleceu o heroísmo e o espírito altruísta das diretorias que sucederam a estes 7 anos. 

Aí vieram os anos onde a pergunta ficava no ar: “O que somos mesmo, afinal, o Clube Universitário?”

Nos anos iniciais não se precisava respondê-la e isso era natural. Vivia-se na euforia, em festa, na descoberta do próprio poder da influenciar a sociedade à sua volta. Os jovens tinham aprendido seu poder através de ídolos na música, as artes em geral e em outras formas de expressão como a política, por exemplo. Mas no começo dos anos setenta o maior dos influenciadores da massa juvenil já dizia “o sonho acabou”. Não se entendia bem naquela época essa frase. Quase ninguém sabia o significado, mesmo porque nem se sabia que se estava “sonhando”. Estudantes sonham muito e em sua utopia contribuem decisivamente para a resistência “democrática” das idéias que são passadas de geração em geração.

Para nós, a pergunta inicial se transformou então em: “Por que continuar?”

Muitas vezes não verbalizadas, estas perguntas certamente habitavam corações e mentes. E o CUT continuou sua magia!
A primeira geração do Clube pode ser chamada de heroica  Seus atos, como a dos heróis são muitas vezes movidos por puro instinto.

De 70 a 75, o mundo parecia desfrutar as vitórias conquistadas nas batalhas da década passada. Entre nós brasileiros respirava-se o milagre brasileiro, até Copa do Mundo nós ganhávamos. Mas por trás das aparências algo parecia ainda não resolvido e a panela de pressão voltou a esquentar entre os estudantes. O movimento estudantil tomou novas forças e arrastou um novo exército para fora do campus e nessa onda surge a segunda geração do Clube Universitário, que não sabia responder à pergunta existencialista inicial, mas que tinha outras muitas perguntas a serem respondidas, muitas delas sem muito a ver com a pacata, provinciana, religiosa e carente Tambaú.

Estes jovens pitorescamente chamados de moleques pelos mais reacionários souberam reagir desafiadoramente a esta provocação. Mas sabiam também fazer festa, afinal de contas eram eles que enfeitavam o Bolinha desde a gestão do Din Biasoli, apesar de não poderem entrar à noite. As Semanas Universitárias, injetadas por este sangue novo, foram se agitando progressivamente e incorporando uma preocupação com a cultura engajada na realidade, de uma maneira um tanto mais radical que suas predecessoras. Com isso ganhávamos além de incontáveis admiradores, sedentos por alguma verdade, também muitos adversários ferrenhos, preocupados com as repercussões de tantas reivindicações.

As reações contra as atuações mais radicais sempre incomodaram os donos do poder, isto não é privilégio da nossa época. No plano musical inventaram até a “discoteca” para substituir o perigoso Rock, para nos fazer dançar, dançar, dançar...

E foi o que aconteceu, nós dançamos, efetivamente. Depois de uma histórica reunião de mais de 6 horas de duração, onde pela primeira vez duas chapas de ideologias diferentes disputavam a diretoria, a ala conservadora venceu e toda aquela energia se dissipara em pleno auge, quase que pronunciando os resignados anos oitenta, que viriam com posturas políticas menos radicais e sendo substituídas por posturas existencialistas e individualistas.

A partir daí, o CUT viveu desta disputa de contrários e isto alimentou a fornalha. A fogueira das vaidades queimou ainda por um tempo. O inimigo que antes era comum e unia a estudantada agora estava sentado ao seu lado. Era preciso aprender a conviver com isso, afinal o CUT instintivamente estava acima da disputa.
Até que um dia a madeira se consumiu quase por completo, mesmo por que o Brasil já era outro, vivíamos a distensão de Geisel. Veio então a época da diluição de responsabilidades, das “comissões organizadas”, em substituição à figura despótica do presidente. A terceira geração do CUT começa mais preocupada com a contestação da autoridade do que com propriamente a ideologia. A patrulha ideológica cai de moda e é substituída pela pluralidade de opinião.

Mas como bons latinos que somos e quase que como repetindo aquela historia de renúncia de Jânio, depois de experiência parlamentarista, sempre retornamos ao presidencialismo. Estamos sempre à procura do salvador da pátria e é assim também no nosso Clube. Daqueles que aceitaram com gosto ou mesmo a contragosto este despótico título de presidente, cita-se:

José Ristum (7 anos), José Gatto Neto, Castor Nogueira Sobreira (2 anos), Geraldo Alves Filho, Edson Fernando Celestino, Fernando José Martinelli, Djalma Palma Pinto (2 anos), Delduque Palma Pinto, Geraldo Medeiros Brandão de Mendonça, Carlos Teani Freitas, Geraldo Sebastião Antonio Biasoli Alves, Marcelo Salum Ferreira (comissão), Rosana Pádua Bretas, Jefferson Rossi do Prado (comissão), José Edson Carvalho Martinelli (comissão), Mario Providello Esteves, Paulo Rogério Bolognesi Rocco, Paulo Ricardo Morandim, Teresa Cristina Cabral Santana, José Ettore Martinelli, Alexandre Neri Xavier, Lourice Cristina Martinelli Gomes.

E aproveitando tanto revival dos anos sessenta, com vestido tubinho, pó de arroz, blushing, rimel, cílios postiços, calça boca-de-sino, cores psicodélicas, maiôs Catalina, maquiagem da Helena Rubinstein e tudo mais que se tem direito, não custa sonhar com a volta da rainha dos universitários, assim como foram:

Iolanda Nicolella, Fernanda Maria Carrara, Maria Francisca Palma Pinto, Lélia Maria Gatto, Deise Bassanezzi, Eliana Martinelli, Eliana Giorgetto, Angela Maria Biasoli, Casta Maria de Sordi Sobreira, Marcia Nicolella, Monica Uliana, Lenise Gatto Rizzatti, Cristina Ricciardi, Mariangela Favaretto, Rosane Araujo, Maria Isabel de Mello Biasoli, Angela Segatto Rizzatti e Meli Regina Fioravante Pinto.

A 3° geração do CUT, diferentemente do heroísmo da primeira e do radicalismo empreendedor da segunda, tenta levar o mundo encarando de forma mais branda seus conflitos. Ela vai ficar como a herdeira competente, que sabe levar o nosso barco já imenso, pelas águas revoltas, com o mesmo sonho, talvez, daquele astuto homem do mar, o qual eu gostaria de convidar agora a participar dessa festa, que é de todos nós, mas principalmente dele que tão habilmente levou o CUT e mais do que isso, nos ensinou posteriormente quais os segredos desses mares.

Delduque Palma Pinto


quarta-feira, 17 de julho de 2013

Carta de José Gatto Neto (1993)

José Gatto Neto (2º Presidente da Seunit)
Brasília, DF, em 12 de Julho de 1993

Prezados Colegas Universitários.

Coube a mim por uma série de circunstâncias que naquela época vivíamos, a tarefa gratificante de presidir esta entidade que então já não engatinhava, mas dava seus primeiros passos, com total confiança em direção ao seu futuro, futuro que ainda muito desacreditado pelos céticos da época se vislumbrava como a semente de uma realidade que viria mais uma vez projetar o nome querido de Tambaú além dos limites próximos, para uma outra potencialidade: a cultural.

Substituir na presidência do Clube Universitário Tambauense o José Ristum seria à primeira vista uma tarefa gigantesca, mas esta se tornou extremamente fácil quando tivemos a sua assessoria direta, bem como a colaboração daqueles que até então vinham dirigindo o Clube e quando realizamos a 8° SEUNIT com sucesso, vimos que o exemplo deixado por ele poderia ser facilmente seguido e principalmente, tivemos a certeza de que a continuidade do CUT estaria garantida. Hoje ao comemorar a 30° Semana, podemos compreender a maturidade atingida pelos jovens universitários que nos sucederam.

Daquele modesto reunir uma vez ao ano de um grupo de jovens universitários idealistas, numa época em que ser estudante universitário significava ser um potencial desarticulador da ordem, conseguimos trazer para nossa juventude que se preparava para a universidade o que víamos, sentíamos e principalmente vivenciávamos, nas artes, nas ciências e nos esportes, dando um alento para estes jovens, ao mesmo tempo em que devolvíamos à cidade o que ela nos havia dado para frequentarmos a universidade.

Não seria absolutamente correto lembrarmos daqueles que me ajudaram na realização da SEUNIT que dirigi quando presidente, sem correr o risco de omitir alguns, por isso deixo de fazê-lo, intencionalmente, mas quero que cada um que ativamente participou daquele evento saiba que sou para sempre grato.

Hoje, ao receber esta homenagem vejo passar pelos meus olhos em alta velocidade todo caminho que percorri desde o primeiro dia da universidade até hoje e sinto-me emocionado, ao saber que meus objetivos foram alcançados, bem como me emociono por não poder ver no nosso convívio tantos colegas que já se foram e se o trabalho que realizamos nos trouxe tantas horas de insônia, os deveres a nós impostos por todas as circunstancias não foram superiores à nossa capacidade de universitários idealistas e tambauenses ferrenhos.

Compromissos assumidos em minha clínica impedem-me de estar presente fisicamente entre todos vocês, porem o faço através de um portador muito querido que sei, saberá transmitir a emoção que vai em mim ao receber tão grata homenagem que representará sempre em meu pensamento a demonstração, a certeza do dever cumprido e a meta alcançada. Levo hoje para sempre a responsabilidade de continuar no ideal universitário com a mesma intensidade que havia em mim ao pisar pela primeira vez na minha 1° SEUNIT, na Faculdade, na primeira reunião do CUT que participei como associado.

Muito Obrigado.

José Gatto Neto

quinta-feira, 11 de julho de 2013

A Programação Oficial da 50ª Seunit

Dia 12 (Sexta)

08:00 – Abertura da Exposição “Na Parede da Memória – 50 Anos da Seunit”, realizada pela Associação Cultural Quintal das Artes – No Museu Histórico Ernesto Ricciardi.

20:30 horas – Espetáculo Teatral – “Portobello Circus – A História de Muitos Amores – Com a Associação Cultural Quintal das Artes – No Centro de Convenções da APA.

22 horas – Banda Pedra Letícia – No Catiguria (Recinto Municipal de Eventos).

Dia 13 (Sábado)

10 às 12 horas – Seunit nos Bairros – Atrações culturais e sociais – No São Lourenço, Jardim das Pitas e São Pedro dos Morrinhos.

Das 13 às 16 horas - Exposição “Na Parede da Memória – 50 Anos da Seunit” – No Museu Histórico Ernesto Ricciardi.

14:00 horas – Bate-Papo com o Cineasta Fernando Meirelles – No Catiguria (Recinto de Eventos).

16:30 horas – Abertura da Mostra Fernando Meirelles – Filme “Ensaio Sobre a Cegueira” – No Centro de Convenções da APA.

20:30 horas – Espetáculo Teatral – “Portobello Circus – A História de Muitos Amores – Com a Associação Cultural Quintal das Artes – No Centro de Convenções da APA.

22:00 horas – Banda “The Wanteds” – Tributo a Beatles e Rolling Stones – No Catiguria (Recinto de Eventos)

Dia 14 (Domingo)

10 horas – Sessão de Cinema Infantil com o filme “Rio” – No Centro de Conveções da APA.

14:00 – Abertura do Bar Catiguria com Som Acústico.

19 horas – Mostra Fernando Meirelles – Filme “Xingu” – No Centro de Convenções da APA.

19:00 horas – Grupo Indecisão – No Catiguria (Recinto de Eventos)

Dia 15 (Segunda)

Das 8 às 17 e das 19:30 às 21 horas – Exposição “Na Parede da Memória – 50 Anos da Seunit” – No Museu Histórico Ernesto Ricciardi.

18:30 horas - Mostra Fernando Meirelles – Filme “A Galinha que Burlou o Sistema (curta-metragem)” e "Lixo Extraordinário" – No Centro de Convenções da APA.

20 horas – Concurso de Bandas de Garagem – No Catiguria (Recinto de Eventos) – Entrada Franca.

Dia 16 (Terça)

Das 8 às 17 e das 19:30 às 21 horas – Exposição “Na Parede da Memória – 50 Anos da Seunit” – No Museu Histórico Ernesto Ricciardi.

18:30 horas - Mostra Fernando Meirelles – Filme “Som e Fúria” – No Centro de Convenções da APA.

20 horas – Concurso de Bandas de Garagem – No Catiguria (Recinto de Eventos) – Entrada Franca.

Dia 17 (Quarta)

Das 8 às 17 e das 19:30 às 21 horas – Exposição “Na Parede da Memória – 50 Anos da Seunit” – No Museu Histórico Ernesto Ricciardi.

18:30 horas - Mostra Fernando Meirelles – Filme “José e Pilar” – No Centro de Convenções da APA.

20:30 horas – Show com “Ratto” – No Catiguria (Recinto de Eventos).

Dia 18 (Quinta)

Das 8 às 17 e das 19:30 às 21 horas – Exposição “Na Parede da Memória – 50 Anos da Seunit” – No Museu Histórico Ernesto Ricciardi.

18:30 horas - Mostra Fernando Meirelles – Filme “A Busca” – No Centro de Convenções da APA.

20:30 horas – Show com “RP3” – No Catiguria (Recinto de Eventos).

Dia 19 (Sexta)

Das 8 às 17 e das 19:30 às 21 horas – Exposição “Na Parede da Memória – 50 Anos da Seunit” – No Museu Histórico Ernesto Ricciardi.

19 horas - Mostra Fernando Meirelles – Filme “Elena” – No Centro de Convenções da APA.

22:00 horas – Show com “Velhas Virgens” – No Catiguria (Recinto de Eventos).

Dia 20 (Sábado)

10 às 12 horas – Seunit nos Bairros – Atrações culturais e sociais – No Vila Padre Donizetti, Jardim Primavera (Fepasa) e Boa Esperança/Vila Salemi.

Das 13 às 16 horas - Exposição “Na Parede da Memória – 50 Anos da Seunit” – No Museu Histórico Ernesto Ricciardi.

15:00 horas – Jogos Etílicos e a tradicional Maratoma.

16:00 horas – Apresentação teatral do grupo cultural “Ó de Casa” – No Catiguria (Recinto de Eventos).

19:00 horas – Mostra Fernando Meirelles – Filme “VIPs” – No Centro de Convenções da APA.

22:00 horas – Banda “Kenny e Robert” – No Catiguria (Recinto de Eventos)

Dia 21 (Domingo)

11:00 horas – 3º Tambaú Fest Tunning – Campeonato de Som Automotivo – No Recinto de Eventos.  

10:00 horas – Sessão de Cinema Infantil com o Filme “Toy Story 3” – No Centro de Convenções da APA.

19:00 horas – Mostra Fernando Meirelles – Filme “O Jardineiro Fiel” – No Centro de Convenções da APA.

22:00 horas – Banda “MC Viny C” e “Grupo Indecisão” – No Catiguria (Recinto de Eventos)


Quintal das Artes promove exposição sobre os 50 anos da Seunit

A Associação Cultural Quintal das Artes promove nesta semana, no Museu Histórico Ernesto Ricciardi, a Exposição “Na Parede da Memória”, comemorando os 50 anos da Semana Universitária Tambauense.

O acervo particular pertence a Paulo Rogério Rocco e José Eli Costa e traz cartazes, programações, fotos, objetos, documentos e artigos contando a história da primeira semana universitária criada no país.

Segundo o criador da Seunit, José Ristum, a Semana Universitária Tambauense surgiu de uma reunião na Sociedade Amigos de Tambaú – SAT, que era onde os universitários se reuniam quando vinham para Tambaú nas férias de julho. Em uma dessas conversas tiveram a ideia de fazer algo neste mês, para que pudessem trazer atrações que viam nas faculdades e que o povo de Tambaú não estava acostumado a presenciar. Traziam teatros, palestras, shows e muita gente para Tambaú. Conversaram com o Dr. Lara, presidente do clube na época e a Seunit deu a largada para sua grandiosa história.

Entre as curiosidades estão um ofício com a composição da primeira Diretoria do Clube Universitário, responsável pela realização da Seunit durante a maior parte dos anos; um cartaz com a programação da 2ª Seunit, uma estatueta em argila feita por João Baby representando o “bonequinho” da Semana Universitária, criado por Zito Prado; um cartaz clássico em silk, feito pelo próprio Zito; além de cartazes que entraram para a história do evento.

A Exposição ficará aberta de 12 a 20 de Julho (Exceto aos domingos). Aos Sábados no horário das 13 às 16 horas e de Segunda a Sexta, das 08 às 17 horas e das 19:30 às 21 horas.

A entrada é gratuita e a Exposição é realizada em convênio com a Prefeitura Municipal de Tambaú. 

terça-feira, 28 de maio de 2013

2012 – O ano em que o mundo não acabou e a Seunit ressurgiu


Galera do La Cucaracha no Casarão-Símbolo da Seunit.
por Gustavo de Oliveira Antonio*



Nasci em 1988, ano em que a Seunit (Semana Universitária Tambauense) completou seu Jubileu de Prata. Assim, cresci fascinado pela mágica daquele evento que parecia agitar a cidade inteira de Tambaú. Lembro-me da movimentação nas escadas do centro cultural e das brincadeiras, como a caça ao tesouro. Não via a hora de poder participar efetivamente daquela festa. Até que aos 10 anos finalmente pude sair a procurar o tesouro junto com meus primos e amigos mais velhos.


Ao chegar à adolescência, ainda presenciei boas iniciativas, como encontros de motos e jipes que marcavam os domingos da Seunit, vi shows no Casarão (que anos mais tarde “ocuparíamos” com a República La Cucaracha) e no Centro Cultural. Amigos de outras cidades, em férias, vinham em peso para Tambaú.  Era algo realmente muito legal – apesar de naquela época já dizerem que a Seunit não era mais a mesma coisa, que a parte cultural havia sido deixada de lado. 

Quando entrei na faculdade de Jornalismo e me mudei para São Paulo, em 2006, fui embora com a promessa feita a mim mesmo de tentar trazer coisas diferentes da cidade grande para nossa pacata Tambaú, a fim de agitá-la culturalmente e ajudar em seu desenvolvimento. 

Por aquela época, contudo, parece que a magia da Seunit foi diminuindo. Toda aquela parte cultural e de lazer em geral não era mais vista. O evento passou a se resumir a uma sucessão de festas. Não que isso fosse ruim, muito pelo contrário. Lembro-me em especial da edição de 2007, em que pudemos acompanhar boas atrações naquelas noites frias de julho. Porém, faltava alguma coisa.


No mesmo ano de 2007, ajudei a criar a República La Cucaracha (que seria a origem do atual Movimento La Cucaracha), com a qual buscamos colaborar com a Seunit, realizando shows e exposições de talentos artísticos de Tambaú no Casarão e, assim, agitar a cidade. Contudo, comecei a estagiar em São Paulo e preferi não me envolver com a organização da Seunit. Minha promessa estava temporariamente frustrada.

Nesse tempo, porém, não deixei de frequentar o evento. De fato, entretanto, alguma coisa havia mudado. Não sei bem o que aconteceu. Não me cabe avaliar isso ou criticar qualquer pessoa. Todos que se dispuseram a organizar o evento já merecem meu respeito pela tomada de iniciativa. Mas não posso deixar de registrar minha impressão: a população de Tambaú havia perdido o fascínio pela Seunit.

Até que em janeiro de 2012, ano em que, segundo uma suposta profecia maia, o mundo iria acabar (ainda bem que eles estavam errados, diga-se de passagem, até porque senão eu não estaria aqui escrevendo estas linhas), meu sonho começou a ressurgir. Eu já era um jornalista formado e iniciava o curso de Direito. Foi então que o Fernando Lozávio (famoso na cidade pela alcunha de “Pão) veio me dizer que ele e o Bruno Martinelli Netto estavam assumindo a organização da Seunit (como representantes da ASSEUTAM, Associação dos Estudantes Universitários de Tambaú, que havia ficado com o comando do evento a partir de 2009) e queriam resgatar o brilho daquela “instituição” da cidade. Além disso, eles contavam com a ajuda de uma turma que também estava totalmente disposta a “fazer acontecer”. Pronto. A chance de cumprir minha promessa – ajudando a melhorar a cidade – era real.

Acho que mais do que as pessoas (que mudam com as gerações), o importante é sempre destacar a Seunit, que já está aí há 50 anos. Porém, o Bruno e o Pão merecem todos os elogios pela atitude que tiveram. Com a cara e a coragem (e é verdade, com o apoio dessa galera citada), eles arriscaram e conseguiram trazer shows de bandas reconhecidas nacionalmente para a Seunit de 2012, como Planta e Raiz e Pedra Letícia. Isso que eles fizeram, até alguns anos antes, parecia impossível. Por isso, neste ponto, me parece, eles ganharam a confiança da cidade. A Seunit voltava a figurar como algo importante para Tambaú 

Além de Planta e Raiz e Pedra Letícia, na parte de shows a Seunit 2012 contou com Bruno Britto (famoso no circuito universitário), Vive Le Rock, Clayton Reis e Banda Vertical, Carbono 14, República Livre, Indecisão, Carlos Henrique e Daniel, a banda de jazz Going Home, e bandas de garagem (sucesso total de público) mostrando todo o talento dos artistas tambauenses.

Houve ainda a peça de teatro “Os Persas”, de Coelho de Moraes, e um evento de essencial importância: a realização do primeiro debate da campanha para Prefeito de Tambaú nas Eleições Municipais de 2012. Com essa última iniciativa, a Seunit voltou a cumprir seu papel social/político. Porque Seunit é lugar sim para diversão, mas também para cidadania, política e iniciativas que melhorem o mundo em geral. 

Mas o que quero ressaltar novamente – e deixo claro que essa é minha opinião – é que foi resgatada a crença na Seunit. Tanto que a Edição Ouro (nome dado à 50ª edição) está sendo muito aguardada. E graças à volta da confiança da população, ganhamos ânimo para realizar um evento melhor ainda, que contará, entre outras atrações, com a presença do cineasta Fernando Meirelles, indicado ao Oscar de melhor diretor pelo filme Cidade de Deus, e uma mostra de cinema. Ainda na parte cultural, haverá a exposição de 50 anos da Seunit, organizada pelo diretor teatral e publicitário Paulo Rogério Rocco – um dos maiores entusiastas da festa e que a chama de “A Senhora dos Nossos Sonhos” –, e peças de teatro da Associação Cultural Quintal das Artes e do grupo Ô de Casa. Entre as bandas, destaque para as nacionalmente conhecidas Velhas Virgens e Pedra Letícia (que volta após o sucesso de 2012); tributo a Beatles e Rolling Stones e o retorno de Ratto (que lotou o centro cultural nas Seunits de 2007 e 2008). Além do que, em uma parceria importante demais com os grupos organizados de Tambaú, levaremos atrações aos bairros através do “Seunit nos Bairros”, mostrando que o evento pertence a todos os tambauenses, integrando e contagiando a cidade toda em um só clima.  

Com toda humildade do mundo, quero deixar claro que o importante é a Seunit – assim como todos os eventos que tragam coisas boas para Tambaú. Desta forma, independente de quem esteja na organização, minha esperança é que sempre permaneça o espírito da Seunit, aquele mesmo que levou jovens a criarem o evento nos anos 1960: o espírito de fazer as coisas acontecerem, de agir pensando num bem maior e coletivo. 

Enfim. Nasci no Jubileu de Prata e, 25 anos depois, tenho a honra de poder ajudar a organizar a 50ª edição da Semana Universitária Tambauense. A Edição Ouro. Espero estar vivo para ver jovens com brilho nos olhos fazendo acontecer a 100ª edição da Seunit daqui a 50 anos. 



“Porque se chamavam homens,

Também se chamavam sonhos
E sonhos não envelhecem”


Clube da Esquina 2



*Gustavo de Oliveira Antonio, tambauense, é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, com passagens pelo jornal O Estado de S. Paulo, portal Terra e GazetaEsportiva.Net. Atualmente, é assessor de imprensa do Colégio Dante Alighieri, cursa o 2º ano de Direito na  Universidade Presbiteriana Mackenzie e participa da organização da 50ª Seunit.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

O Cartaz da 50ª Seunit

Hoje foi divulgado, pela organização, o cartaz oficial de 50ª Semana Universitária Tambauense - Seunit. 

Pedra Letícia, Tributo à Beatles e Rolling Stones, Ratto e Velhas Virgens são as bandas que vão puxar a programação, que inclui ainda Grupo Eternamente  Grupo Indecisão  Banda RP3, Kenny e Robert, DJs e Bandas de Garagem.

Na parte cultural acontece a exposição sobre os 50 Anos da Seunit, uma mostra dos filmes do cineasta Fernando Meirelles e a estreia do espetáculo que comemora 20 Anos da Escola de Teatro da Associação Cultural Quintal das Artes: "Portobello Circus". 

Acompanhe aqui todos os detalhes da cada atração em breve. 

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Rumo aos Trinta

Casaca em desenho de João do Prado. 
José Eli Costa

Passada a euforia do Jubileu de Prata; a SEUNIT passou a caminhar a passos largos para a comemoração do 30° aniversário. A cada ano a afluência do publico aumenta. 

Na abertura da 26° SEUNIT, a “After Hour Jazz Band” da um show. Num ambiente de classe, quem gosta do melhor jazz delirou. No sábado, reservado à dança, academias de várias cidades se encontram para ir ao encontro de um grande e atencioso publico.

Emoção atrás de emoção, fraternidade entre corais, sensibilidade entre o publico, foi como ocorreu no 1° Encontro de Corais de Tambaú.

Tivemos também encenações teatrais como o já tradicional Grupo Curtura de Teatro, palestra com Guilherme Afif Domingos, candidato à presidência da República, exposição de cães de raça, feira de artesanato, entre outros eventos.

Foi neste ano que o Catiguria funcionou pela primeira vez no Centro Cultural “Ernesto Ricciardi”, onde continua até hoje. Segundo Paulo Ricardo Morandim, presidente daquele ano, mais de 7 mil pessoas presenciaram os eventos da SEUNIT.

A 27° SEUNIT foi marcada pela presença da segunda presidenta do CUT, Teresa Cristina Cabral Santana, que coordenou a organização de 1990. A programação oficial foi marcada por bons eventos, mas lamenta-se a divulgação falha nos eventos e da própria Semana. 

O 2° Encontro de Corais contou com a participação de grupos como o Pio XI, consagrado internacionalmente e o Coral Uliana de Tambaú, entre outros. João do Prado e Banda abriram o Catiguria.

Tradição, emoção, crises, frustações, elementos necessários para a elaboração de um “feitiço” que, nestas alturas, já durava 28 anos: SEUNIT.

Nesta SEUNIT três peças se apresentaram em Tambaú. A primeira, de Lucia Vitto, trouxe um espetáculo esperimental: “O Defunto”. Muitos não gostaram, mas não gostamos do que não entendemos.

Aí veio “O Feitiço”, de Shakespeare, transformada em monólogo pelo Grupo Senzala de Franca. Texto premiado como melhor monólogo, melhor diretor e melhor ator.

Na sexta- feira daquela SEUNIT, “Os Olhos Voltados Para o Oriente”, de Paulo Rogério B. Rocco, se apresentava como a expectativa Máxima da parte teatral. Muito trabalho, muita discussão e deu no que deu: sucesso. Última parte da Trilogia, o texto trazia um futuro robotizado, frio, administrado pelo supremo medo humano - a Morte, expondo um ser segregado, humano, poeta e, principalmente, emotivo. Emoção foi a atuação do André da Silva, conhecido como Casaca e todo o elenco do Grupo Curtura.

Outros eventos marcaram presença, como a demonstração do time de basquete da Ravelli- Franca e o retorno da Banda “Jazz After Hour”.

Marcando a presença do talento tambauense, o João do Prado e Banda, mostrando mais uma vez que Tambaú tem coisa boa. A seleção musical muito bem escolhida e a descontração no palco garantiram o sucesso da banda. O encontro de Dança e Aeróbica demonstrou que Tambaú era superior com sua bela participação com a Dance Sporting e Marcely’s Academia. No geral, valeu. Sempre vale. Sempre é emoção.

Em 1991, a 28° SEUNIT, sob presidência de José Ettore Martinelli, começa com Sá & Guarabira. O CUT já tinha condições de realizar shows para mais de 2 mil pessoas. Muitas bandas passaram pelo Catiguria. João do Prado abriu e encerrou a programação. Seguiram-se conjuntos como “Lugar Nem 1”, “Trio Cordas e Bocas” e “Companhia Ilimitada”.

Tivemos mais teatro. O grupo de Piracicaba impressionou pelo texto de Martins Penna. Quanto ao Grupo Curtura de Teatro, não é preciso dizer muito. Quem não viu, perdeu! “O Poeta e a Estátua” lotou a SAT. O Texto de Paulo Rogério, protagonizado pelo Casaca e pela Joselma, emocionou a todos.

E chegamos a um passo de 30° aniversário: a 29° SEUNIT. Sob a presidência do Alexandre Neri Xavier, a quase balzaquiana Semana Universitária prestes a iniciar mais uma coleção de eventos de alto nível.

O grande objetivo deste ano foi a preocupação com a sede fixa do CUT – novamente-, um sonho que ainda não se concretizou.

Shows , palestras, corrida de kart, oficinas culturais, um sensacional espetáculo de patinação sobre rodas e gincanas animaram Tambaú.

A SEUNIT estava pronta para seus 30 anos.

SEUNIT retorna com apoio da Prefeitura Municipal e organizada por ex-universitários

A SEUNIT – Semana Universitária Tambauense volta a ser realizada neste ano. A organização é de um grupo de ex-universitários e conta com o a...