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| Cineasta Fernando Meirelles que esteve na Seunit. |
Gustavo de Oliveira Antonio
Entre 12 e 21 de julho de 2013, Tambaú-SP viveu dias históricos, em um clima de efervescência cultural, com especial destaque para cinema, teatro, música e cidadania. A responsável por tudo isso foi a Seunit Edição Ouro, que comemorou a
50ª edição da Semana Universitária Tambauense. Ao chegar ao seu Jubileu de
Ouro, a Seunit – organizada pela Associação dos Estudantes Universitários de
Tambaú (ASSEUTAM) com o apoio da Prefeitura Municipal de Tambaú – apresentou
atrações de alto nível e diversas inovações, consolidando-se como um dos mais
importantes eventos universitários da região.
Os olhos das cidades (e da imprensa) da região voltaram-se para Seunit
Edição Ouro logo em seu segundo dia, quando foi realizado um bate papo com o
consagrado cineasta Fernando Meirelles – indicado ao Oscar de Melhor Diretor
pelo filme “Cidade de Deus” e filho do médico tambauense José de Souza
Meirelles. Além de falar sobre sua trajetória, Meirelles tratou dos mais
diversos assuntos relacionados ao campo do audiovisual, respondeu a perguntas
do público e inaugurou a Mostra Fernando Meirelles de Cinema (essa mostra
apresentou filmes de sucesso - como Ensaio sobre a cegueira, O jardineiro fiel,
Elena, Vips, A Busca, José e Pilar - durante todos os dias da Seunit).
No campo das inovações, a estrutura do Bar Catiguria (local onde são
realizados os shows da Seunit) foi uma das novidades que tiveram maior impacto.
Com o apoio da Prefeitura Municipal de Tambaú, a organização elaborou, no
Recinto de Eventos da cidade, um espaço formado por tendas, que abrigaram
palco, pista de dança, camarim, bar e um camarote (o da Cachaçaria Mahal – mais
uma inovação). Pelo Catiguria passaram nomes conhecidos no cenário musical
nacional, como Pedra Letícia e Velhas Virgens, durante as frias noites
tambauenses de julho.
Outra inovação da Seunit Edição Ouro voltou-se para a área social. Com o
projeto “Seunit nos Bairros”, realizado em parceria com o Movimento La
Cucaracha, com representantes das comunidades e com grupos organizados de Tambaú
(como Interact, Doutores do Sorriso, “Ô de Casa”), a Semana Universitária levou
diversas atrações culturais (como shows) e sociais (orientação jurídica, corte
de cabelo e cama elástica) para os bairros de Tambaú, integrando a cidade toda
e mostrando que a Seunit pertence a todos os cidadãos do município. Esperamos,
sinceramente, que o “Seunit nos Bairros” seja incorporado à Semana como evento
fixo, pois é essencial que o universitário assuma seu papel de agente
transformador da sociedade.
Teatro, exposição e muita música
O lado cultural da Seunit – um de seus maiores símbolos, mas que ficou
esquecido por um tempo – foi valorizado em 2013. Além do bate papo com Fernando
Meirelles e da Mostra de Cinema, o evento contou em sua programação com
“Portobello Circus: a história de muitos amores”. Encenada com maestria pela
Associação Cultural Quintal das Artes, a peça lotou o anfiteatro da APA em seus
dois dias de exibição.
Também ficou a cargo da Associação Cultural Quintal das Artes a ótima
exposição “Na parede da memória – 50 anos da Semana Universitária Tambauense”,
que apresentou, no Museu Histórico Ernesto Ricciardi, cartazes, fotos, objetos
e documentos que construíram a história da Seunit.
No Bar Catiguria, as noites da Seunit foram agitadas. Logo na abertura
do evento, o pop-rock bem humorado do Pedra Letícia repetiu o sucesso de 2012.
Na noite seguinte, a banda The Wanteds fez um tributo a Beatles e Rolling
Stones, naquela que foi saudada como uma apresentação com a cara da Semana
Universitária Tambauense.
No domingo, 14 de julho, o primeiro fim de semana da Seunit Edição Ouro
foi fechado em grande estilo pelo pagode do grupo tambauense Indecisão. As
noites de segunda e terça-feira foram reservadas ao talento dos artistas e
bandas de garagem de Tambaú e região (Tales Misael, Agave, Clayton Reis e Fábio
Martins, Bad Train, Soundscape, Kadmo e Gabriel, Iara Sampaio, Gu Almeida,
Quantuns Loucos, além de participações especiais de Fernando “Pão” Lozávio,
Maicon Faria, Danim Correa e Iuri Assalin). Já na quarta-feira, o público pôde
matar a saudade do pop rock de Ratto, que já havia lotado o Centro Cultural nas
Seunits de 2007 e 2008.
Cabe destacar que em meio a todos esses shows, eram distribuídas as
pistas da tradicional Caça ao Tesouro, além de ocorrer a Mostra Fernando
Meirelles de Cinema na APA (cada dia com um filme diferente), a exposição “Na
Parede da Memória” e o Campeonato de Futsal “Interbusão” (disputado por
universitários). No Catiguria, na quinta-feira, a banda RP3, de Ribeirão Preto,
surpreendeu a todos com um ótimo show, recheado de hits de pop rock nacional e
internacional revestidos de uma roupagem mais próxima do eletrônico.
A sexta-feira, 19 de julho, foi marcada pelo esperado show do grupo
Velhas Virgens, uma das maiores bandas independentes do Brasil. Nem mesmo o
temporal que se deu sobre Tambaú impediu que o som pesado com letras
escrachadas da banda levasse grande parte do público ao delírio. Já na reta
final, o sábado da Seunit Edição Ouro teve a tradicional Maratoma (que voltou a
ser disputada pelas ruas da cidade) e os jogos etílicos. À noite, o Catiguria
registrou recorde de público para ver a estreia do projeto Lex Duo Djs (dos djs
Boka e Zerbini) e o show de sertanejo universitário da dupla Kenny e Robert.
Por fim, no domingo, houve campeonato de som e as apresentações musicais do
grupo de pagode Eternamente e do cantor Vinny C.
Pelos comentários e cumprimentos recebidos, a organização da Seunit
Edição Ouro acredita ter cumprido muito bem a missão de realizar, na 50ª edição,
um evento digno dos 50 anos de história da Semana Universitária Tambauense.
Como sempre destacamos, o importante é a Seunit – assim como todos os eventos
que tragam coisas boas para Tambaú. Desta forma, independente de quem esteja na
organização, a esperança é que sempre permaneça o espírito da Seunit, aquele
mesmo que levou jovens a criar o evento nos anos 1960: o espírito de fazer as
coisas acontecerem, de agir pensando num bem maior e coletivo.
Que
venham os próximos 50 anos. Porque a questão não é ser jovem. E sim saber como
evoluir.

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