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| Casaca em desenho de João do Prado. |
José Eli Costa
Passada a euforia do Jubileu de Prata; a SEUNIT passou a
caminhar a passos largos para a comemoração do 30° aniversário. A cada ano a
afluência do publico aumenta.
Na abertura da 26° SEUNIT, a “After Hour Jazz
Band” da um show. Num ambiente de classe, quem gosta do melhor jazz delirou. No
sábado, reservado à dança, academias de várias cidades se encontram para ir ao
encontro de um grande e atencioso publico.
Emoção atrás de emoção, fraternidade entre corais,
sensibilidade entre o publico, foi como ocorreu no 1° Encontro de Corais de
Tambaú.
Tivemos também encenações teatrais como o já tradicional
Grupo Curtura de Teatro, palestra com Guilherme Afif Domingos, candidato à
presidência da República, exposição de cães de raça, feira de artesanato, entre
outros eventos.
Foi neste ano que o Catiguria funcionou pela primeira vez no
Centro Cultural “Ernesto Ricciardi”, onde continua até hoje. Segundo Paulo Ricardo Morandim, presidente daquele ano, mais
de 7 mil pessoas presenciaram os eventos da SEUNIT.
A 27° SEUNIT foi marcada pela presença da segunda presidenta
do CUT, Teresa Cristina Cabral Santana, que coordenou a organização de 1990. A
programação oficial foi marcada por bons eventos, mas lamenta-se a divulgação
falha nos eventos e da própria Semana.
O 2° Encontro de Corais contou com a
participação de grupos como o Pio XI, consagrado internacionalmente e o Coral
Uliana de Tambaú, entre outros. João do Prado e Banda abriram o Catiguria.
Tradição, emoção, crises, frustações, elementos necessários
para a elaboração de um “feitiço” que, nestas alturas, já durava 28 anos:
SEUNIT.
Nesta SEUNIT três peças se apresentaram em Tambaú. A
primeira, de Lucia Vitto, trouxe um espetáculo esperimental: “O Defunto”.
Muitos não gostaram, mas não gostamos do que não entendemos.
Aí veio “O Feitiço”, de Shakespeare, transformada em monólogo
pelo Grupo Senzala de Franca. Texto premiado como melhor monólogo, melhor
diretor e melhor ator.
Na sexta- feira daquela SEUNIT, “Os Olhos Voltados Para o
Oriente”, de Paulo Rogério B. Rocco, se apresentava como a expectativa Máxima
da parte teatral. Muito trabalho, muita discussão e deu no que deu: sucesso.
Última parte da Trilogia, o texto trazia um futuro robotizado, frio,
administrado pelo supremo medo humano - a Morte, expondo um ser segregado,
humano, poeta e, principalmente, emotivo. Emoção foi a atuação do André da
Silva, conhecido como Casaca e todo o elenco do Grupo Curtura.
Outros eventos marcaram presença, como a demonstração do
time de basquete da Ravelli- Franca e o retorno da Banda “Jazz After Hour”.
Marcando a presença do talento tambauense, o João do Prado e
Banda, mostrando mais uma vez que Tambaú tem coisa boa. A seleção musical muito
bem escolhida e a descontração no palco garantiram o sucesso da banda. O
encontro de Dança e Aeróbica demonstrou que Tambaú era superior com sua bela participação
com a Dance Sporting e Marcely’s Academia. No geral, valeu. Sempre vale. Sempre é emoção.
Em 1991, a 28° SEUNIT, sob presidência de José Ettore
Martinelli, começa com Sá & Guarabira. O CUT já tinha condições de realizar
shows para mais de 2 mil pessoas. Muitas bandas passaram pelo Catiguria. João
do Prado abriu e encerrou a programação. Seguiram-se conjuntos como “Lugar Nem
1”, “Trio Cordas e Bocas” e “Companhia Ilimitada”.
Tivemos mais teatro. O grupo de Piracicaba impressionou pelo
texto de Martins Penna. Quanto ao Grupo Curtura de Teatro, não é preciso dizer
muito. Quem não viu, perdeu! “O Poeta e a Estátua” lotou a SAT. O Texto de
Paulo Rogério, protagonizado pelo Casaca e pela Joselma, emocionou a todos.
E chegamos a um passo de 30° aniversário: a 29° SEUNIT. Sob
a presidência do Alexandre Neri Xavier, a quase balzaquiana Semana
Universitária prestes a iniciar mais uma coleção de eventos de alto nível.
O grande objetivo deste ano foi a preocupação com a sede
fixa do CUT – novamente-, um sonho que ainda não se concretizou.
Shows , palestras, corrida de kart, oficinas culturais, um
sensacional espetáculo de patinação sobre rodas e gincanas animaram Tambaú.
A SEUNIT estava pronta para seus 30 anos.

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