José Eli Costa
O exercício de tentar voltar às suas mais remotas origens
sempre perseguiu o ser humano. Nos filmes de ficção como “2001- Uma Odisseia no
espaço”, até nos mais modernos do gênero, inspirados por este sensacional pioneiro,
pode-se perceber esta busca do primeiro momento, da origem do fato gerador ou
revolucionário.
O homem às vezes, tem a intuição que, se regredir à origem,
pode talvez, mudar o futuro ao sabor de uma experiência já adquirida. E
reformular a trajetória já percorrida. As teorias relativistas de Einstein
provocam tais sensações de liberdade na imaginação humana.
Pois é, em plena comemoração do trigésimo aniversário, por
que voltar às origens? Responde-se com o óbvio; a curiosidade humana é
incontrolável e o que fazer do futuro depende de como se interpreta a história.
Esta última, encarada como um conjunto de fatos inter-relacionados e costurados
pelo fio comum do modo de produção social adotado no referido período. A
história, assim encarada, passa a ter a sua letra inicial escrita em maiúscula
e passa a ser, então, História.
O Clube Universitário tem muitas histórias, mas também tem
História. Afinal, são pelo menos cinco fases distintas pelas quais já passaram
incontáveis estudantes universitários tambauenses.
Talvez o fato do Clube Universitário Tambauense completar
trinta anos, justifique a necessidade de rever seus ideais, propósitos e
realizações. Sem duvida, aos seus primeiros idealizadores e também todos os
que, de uma maneira ou de outra, já passaram por ele, não imaginariam que este
Clube fosse além de seus possíveis limites, tanto nas realizações, quanto
cronologicamente. Para tanto, basta olhar para o que o CUT representa hoje,
para avaliar as dificuldades ideológicas e materiais de sua implantação.
A ideia de se formar um Clube Universitário surgiu das
aspirações de um grupo de universitários tambauenses em meados de 1963.
Poderíamos chamá-lo de “Clube dos 23”, pois era esse o número de envolvidos
neste genial empreendimento, que viria cortar a vantajosa estagnação que vivia
Tambaú na década de 60.
Lembrar nomes como Francisco José Gatto, Balduíno Kalil Dib,
Antonio Ristum Salum, Nephele Ristum Salum, Janete Ristum Salum, Delal Ristum
Salum, Célia Bacci, Ricardo Aparício Bacci, José Eli Martinelli de Lima, Leni
Maria Martinelli de Lima, Antonio Márcio Prado Venturine, Shirley Aparecida
Lepri, Ligia Gândara Esteves, Cecília Sobreira, Eronir Georgetti, Sérgio Prado
de Mello, Glória Biasoli Alves e José Ristum, entre outros, é recordar a História.
Entretanto, em particular, um universitário teve grande
parte dos méritos da formação e consolidação do CUT, o então estudante de
engenharia, José Ristum. Seus nome deve ser destacado principalmente pela
liderança e vontade de ver consolidada sua ideia Basta dizer que ele foi,
durante os primeiros sete anos, o responsável pela organização da SEUNIT, a
Semana Universitária Tambauense, numa fase muito difícil devido à natural
aversão às novas idéias.
(Artigo publicado em 1993).

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