terça-feira, 26 de março de 2013

Os Anos Rebeldes


Maria Isabel Mello Biasoli
José Eli Costa

Nos anos que vieram depois do José Ristum, o panorama brasileiro passava por mudanças drásticas na área política e social. 

Inicia-se os chamados “Anos Rebeldes”, os anos da ditadura militar, que iriam marcar as décadas vindouras. Explode a repressão aos movimentos estudantis, principalmente à UNE e Centros Cívicos.

Devido justamente a essas mudanças, emergem nomes no cenário cultural brasileiro, como Geraldo Vandré, Oduvaldo Vianna Filho – O Vianinha -, os Centros Populares de Cultura - CPC, a prisão e o espancamento de artistas da peça “Roda Viva”. E como dizia Caetano Veloso: “Viva Cacilda Becker!”

Na música, a Bossa Nova com João Gilberto muda o panorama musical brasileiro. Elis Regina e os famosos festivais da Record. Surgem Gil, Caetano, Os Mutantes, Chico Buarque, Rui Guerra, entre outros. 

Esse movimento generalizado iria repercutir na SEUNIT, principalmente na sua programação cultural, com apresentações de artistas de TV paulista, como Paulo Molin, crooner da Boate Luna.

Por aqui, também, artistas e pessoas envolvidas direta ou indiretamente com o CUT, realizavam a programação da SEUNIT, com sede fixa na sociedade Amigos de Tambaú - a SAT. Os programas eram realizados pelos senhores Jacintho da Fonseca Pinto, Antonio Ristum Salum e Dirceu Cerquetani, os apresentadores oficiais dos eventos. 

Cantores como o Preteco e Modesto saíam às ruas com serestas, rodas de samba. Programas famosos na época eram recriados na SAT.
À noite, a festa continuava. A boate “Bolinha” era a grande atração, sempre mantendo a tradição de som ao vivo e da decoração. 

Como a SEUNIT tornou-se tradicional não só em Tambaú, mas também em toda a região, tradicional ficou o “Super Som RR” de São José do Rio Pardo, chefiado por Flávio Consolo, que tocou nas Semanas Universitárias por vários anos. Como não se lembrar da Selminha e da Jussara cantando “Sabor a Mi”, “Just a Dreams a Go”? Corações se derretiam, namoros começavam e terminavam ao som do “Super Som RR”.

Para encerrar a SEUNIT com chave de ouro, havia o Baile de Coroação da Rainha dos Universitários. Para rainha, era escolhida a menina que durante toda a Semana encarnava o espírito dos universitários. 

A primeira rainha foi a Iolanda Nicolella, seguida de outras mulheres como: Fernanda Maria P. Carrara, Maria Francisca P. Pinto, Lélia Maria Gatto Ferrari, Deise Bassanezzi, Eliana Martinelli, Eliana Giorgetto, Ângela Maria Biasoli, Casta Maria S. Sordi, Márcia Nicolella, Mônica Uliana, Lenise Gatto Rizzatti, Cristina Ricciardi, Mariângela Favaretto, Roseane Araújo, Maria Isabel Mello Biasoli, Ângela Segatto Rizzatti e Meli Pinto Damo.

Plagiando a música “Assim se Passaram Dez Anos...”, vamos encontrar a XII SEUNIT com a proposta de apagar a ideia que se formou de que o CUT era uma grande panela. 

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